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Climatização em abrigo com vítimas de enchente vira motivo de audiência pública, em Porto Velho

  • 19 de maio de 2014
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Abrigo temporário dos moradores de Porto Velho-RO. Foto: Jairo Barbosa/FolhapressA climatização do abrigo temporário dos moradores de Porto Velho-RO, atingidos pela cheia do rio Madeira, foi tema de uma ação civil da Defensoria Pública da União, após o governo não melhorar as condições no Parque dos Tanques, local ocupado atualmente por 115 famílias vítimas da cheia no início deste ano.

De acordo com o defensor público Marcus Edson de Lima, “as moradias provisórias são feitas de material desfavorável às altas temperaturas”. Juntamente com a exposição excessiva ao sol, é necessária a climatização adequada dos locais. Ventiladores foram doados aos abrigos pelo governo, mas não foram suficientes para melhorar a condição dos moradores.

Auxílio aos desabrigados:
Na última terça-feira, 14, foi aprovado pelos deputados estaduais um  projeto de lei que vai beneficiar os desabrigados. O programa Auxílio Aluguel dará a cada família R$ 600,00. Anteriormente, o valor sugerido pelo Estado era de R$ 500,00.

Os deputados, Hermínio Coelho (PSD) e Maurão de Carvalho (PP), autores do projeto de lei afirmam que a medida é uma maneira para ajudar as famílias atingidas pela enchente. “Nosso objetivo é amenizar o sofrimento daquelas pessoas que foram obrigadas a deixar suas casas por ocasião da enchente e que agora estão jogadas, pode se dizer, em um ambiente sem a mínima dignidade”, disse Hermínio Coelho. Para Maurão de Carvalho, “o auxílio-aluguel não vai resolver o problema da população, mas vai restituir a eles um pouco da dignidade humana”.

O Governo do Estado anunciou que vai oferecer além do auxílio aluguel, um benefício no valor de R$ 800,00 pelo período de um ano, para ajudar na reconstrução das casas.

Resultado da audiência:
Durante a audiência, realizada no último dia 15 de maio, as alternativas propostas pelo Estado foram: a instalação de sombrites acima das barracas e também a instalação de exaustores para retirarem o ar quente, melhorando a temperatura no interior dos alojamentos. Contudo, não se sabe se as soluções apresentadas terão o resultado esperado.

O prazo para que as melhorias sejam realizadas é de 30 dias, a contar da audiência.

Distrito de São Carlos, na região do baixo Madeira, em Porto Velho. Foto: Avener Prado/FolhapressCheia do rio Madeira:
Preocupando a população local desde dezembro de 2013, quando o nível do rio chegou aos 14,12 metros, cinco metros acima que o mesmo período do ano anterior, a considerada maior cheia da história do rio Madeira,  teve seu auge em fevereiro, março e principalmente em abril quando atingiu 25,56 metros, no sul do Amazonas. Em Porto Velho, ele registrou nível de 19,56. Mais de 60 mil pessoas foram afetadas e mais de 40 mil ficaram desabrigadas.

Só em Porto Velho, o prejuízo ultrapassou os R$ 400 milhões. Além disso, Rondônia praticamente perdeu seu museu dedicado a Estrada de Ferro Madeira Mamoré, conhecido como o maior tesouro cultural do Estado.

Redação do Portal WebArCondicionado.

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