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Brasil acelera na proteção da Camada de Ozônio, diz PNUD

  • 11 de janeiro de 2017
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Como aqui no WebAr a sustentabilidade também é assunto, não poderíamos deixar de falar sobre o avanço do Brasil nas ações para a proteção da Camada de Ozônio. Prova disso foi a implementação da segunda etapa do Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs (hidro-cloro-fluor-carbono) no final de 2016.

De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), após dois anos entre preparação e aprovação, em setembro foi iniciada a Etapa 2 do programa, onde o Brasil deverá concretizar a conversão de todas as empresas que ainda utilizam R141b na fabricação de espuma de poliuretano rígido. A partir de 1º de janeiro de 2020 será proibida a importação dessa substância, empregada na produção de espumas.

Buscando divulgar o início dessa nova etapa, o Ministério do Meio Ambiente e o PNUD estiveram presentes na maior feira de poliuretano da América Latina, a Feiplar Composites & Feipur, com cinco apresentações em painéis setoriais e um estande informativo, reunindo cerca de 300 visitantes e especialistas.

Como foi a etapa 1?
No ano passado, a primeira etapa do programa foi concluída por diferentes empresas dos setores de espumas. Entre eles, destacam-se as casas de sistema, que apoiam a conversão das empresas de pequeno e médio porte. Falando em números, cerca de 250 empresas do setor já substituíram o HCFC por substâncias ambientalmente adequadas.

Vale lembrar que o PNUD, por meio dos projetos do Protocolo de Montreal, também apoiou a organização da 7ª Semana Tecnológica SENAI de Refrigeração e Climatização, onde 3 mil técnicos e estudantes se reuniram para participar de 28 palestras. Além disso, foram realizados três seminários internacionais — no Rio de Janeiro, Fortaleza, e São Paulo — para discutir as melhores alternativas do mercado para substituição do fluido R22 nos sistemas de ar condicionado central.

Também foram realizados dois cursos técnicos — em Brasília e em São Paulo — para capacitar engenheiros e técnicos responsáveis pela manutenção desses sistemas sem prejudicar o meio ambiente e garantindo o conforto ao usuário. No total, cerca de 600 pessoas participaram.

O que esperar
Recentemente, mais precisamente em outubro de 2016, o governo brasileiro, por meio do Ministério das Relações Exteriores, do Ministério do Meio Ambiente e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), participou da negociação para eliminação progressiva dos HCFCs, que culminou na adoção da Emenda de Kigali, a COP22.

Para este ano, a expectativa é que o PNUD continue apoiando os projetos do Protocolo de Montreal no Brasil, como agência implementadora líder, em parceria com o governo federal e o setor produtivo, promovendo o desenvolvimento sustentável e também a proteção da Camada de Ozônio.

Redação do Portal WebArCondicionado

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