Argamassa para climatização sustentável está sendo testada em PortugalUma equipe do Departamento de Engenharia Civil da Universidade do Minho, de Braga, em Portugal, está desenvolvendo um revestimento para tetos e paredes capaz de refrigerar ou aquecer a temperatura de residências e escritórios.

Trata-se de um projeto sustentável, que ajudará a diminuir as contas de luz e ainda geram um maior conforto térmico.

Funciona da seguinte forma: são aplicadas microcápsulas termicamente ativas na superfície das argamassas usadas nas construções. O concreto formado de composto de gesso, cal, cimento, areia, água e as cápsulas de PCM é colocado nas paredes e nos tetos servindo como um climatizador natural. Ele passa da fase líquida para sólida e vice-versa, deixando a temperatura do ambiente entre 20ºC e 25ºC.

Além de diminuir o valor da conta de luz, este projeto tem como objetivo também, minimizar o consumo de dióxido de carbono.

A equipe de pesquisadores da Universidade garante que a ideia é exclusiva e diz não saber de outro projeto semelhante em todo o mundo. E segundo o professor José Barroso de Aguiar, membro da equipe, “esta será uma prática muito utilizada nos próximos dez anos”.

Quem está trabalhando no projeto
A iniciativa, que foi denominada “Contribuição de Argamassas Térmicas Ativas para Eficiência Enérgica dos Edifícios”, tem apoio da Fundação para a Ciência e Tecnologia e conta com a participação de investigadores das universidades do Minho (que é a fomentadora da ideia), da Aveiro e Coimbra. Além das empresas parceiras, Secil Martingança e Sival (empresas ligadas ao ramo das argamassas).

Quem representa o Departamento de Engenharia Civil da Universidade do Minho, é o seu centro de Território Ambiente e Construção (C-TAC), através dos professores José Barroso de Aguiar, Manuela Almeida, Luís Bragança, Miguel Ferreira, Sandra Silva e a pesquisadora Sandra Cunha.

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Redação do Portal WebArCondicionado.