Ar limpo mercado

Ar limpo é a nova exigência dos consumidores. Segundo uma matéria do The Guardian, nos próximos anos o mercado deve explorar ainda mais as opções para purificação do ar de ambientes internos. Alimentação, poluição do meio ambiente e exercícios, os cuidados com a saúde devem ser tomados em todas as frentes do nosso dia a dia, e agora, as atenções se voltam para o ar que nós respiramos dentro de casa, da empresa e demais locais fechados.

O que, claro, abre todo um novo setor do mercado. De acordo com a matéria, a produção de purificadores de ar está em amplo crescimento, e se espera que chegue ao faturamento de 6,2 bilhões de euros até 2024. Essa maior procura por esses produtos é associada à multiplicação de casos de asma, alergias e outras doenças associadas à baixa qualidade do ar interno.

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O The Guardian diz que o ar de ambientes fechados pode ser até 5 vezes mais poluído do que o da rua. Produtos químicos, perfumes, aerossóis e poeiras fazem forte competição com o potencial de toxicidade dos resíduos do diesel e demais poluentes jogados na atmosfera. Portanto, existem muitas empresas tentando ocupar essa fatia do mercado, com esforços para inventar o método mais eficaz de garantir respiração limpa para os consumidores.

Os novos purificadores de ar

A Molekule, por exemplo, lá de San Francisco, nos Estados Unidos, aposta na nanotecnologia para destruir os agentes poluentes em nível molecular – a estimativa é que o produto custe caros US$ 799 a unidade, e ainda assim, muita gente já está encomendando o seu.

Purificador de ar agindo com nanopartículas

Já a Biodify tem o primeiro purificador de ar probiótico, que usa a bactéria saudável chamada Bacillus Subtilis. Uma vez liberada no ar, os microorganismos consomem as impurezas e formam uma espécie de “escudo” contra poluentes – a empresa registrou um crescimento de 50% no último semestre.

Purificador de ar da Biodify com microorganismos

Mais soluções lucrativas

Douglas Booker, CEO da NAQTS, empresa que busca conscientizar sobre a qualidade do ar interno através da tecnologia de monitoramento, diz que seus levantamentos apontam que as pessoas passam 92% do tempo, em média, dentro de locais fechados. Porém, ele acrescenta que não existe receita mágica para lidar com o problema de poluição interna. Cada caso é diferente, e existem modos de prevenir e garantir uma maior pureza do ar interno, como abrir janelas, instalar exaustores e deixar para fumar na rua.

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Uma outra saída podem ser as plantas. Como purificadoras naturais de ar, o seu potencial também está sendo explorado pelo mercado – lembrando que até a Estação Espacial Internacional utiliza as plantas para filtrar o ar interno da nave. A Patch, um site de vendas de plantas online, afirmou que a venda de plantas purificadoras de ar foram os produtos mais vendidos em 2018 até agora, registrando um crescimento de mais de 130% nos últimos seis meses.

Redação do Portal WebArCondicionado. Com informações de Folha de são Paulo.