Consumo de condicionadores de ar triplicará até 2050

Segundo uma pesquisa da Agência Internacional de Energia (IEA), dos Estados Unidos, o setor de Ar Condicionado vai triplicar o consumo de energia global até 2050. Se por um lado o poder de aquisição do consumidor e os preços mais acessíveis dos aparelhos é uma boa notícia para o mercado, por outro, o planeta fica em xeque.

A solução é a eficiência energética

O IEA diz que um dos principais problemas é que alguns países, como os Estados Unidos e a China, vendem muitos equipamentos com consumo até 25% menos eficiente do que a média mundial. Os pesquisadores dizem que esses mercados têm de se ajustar e produzir aparelhos mais econômicos, porque o crescimento das vendas e da demanda de condicionadores de ar vai direto ao encontro das metas dos acordos de Paris, para a diminuição da emissão na atmosfera de gases que contribuem para o Efeito Estufa.

A presença do Ar Condicionado no mundo

A pesquisa ainda diz que o setor de HVAC já consome 10% da energia global, e que pelo menos um quinto do consumo em geral de qualquer edificação vem dos equipamentos de climatização. Conforme grandes metrópoles vão se desenvolvendo mais, especialmente em locais muito quentes, torna-se essencial estabelecer padrões de eficiência energética. O IEA explica que esse é um dos meios mais fáceis para os países diminuírem sua parcela de poluição anual no meio ambiente. As projeções do IEA se baseiam no fato de que países emergentes estão ganhando mais poder de aquisição. Segundo a agência, a tecnologia do ar-condicionado ainda está restrita a um número pequeno de países, mas é naqueles em desenvolvimento em que se nota um crescimento maior e mais rápido nas vendas.

.

Gráfico de projeção do aumento do consumo por HVAC no mundo

.

O Brasil vai entrar no radar

No gráfico de projeção da pesquisa, o Brasil aparece entre os países que, em 2050, deve apresentar um dos maiores crescimentos no número de condicionadores de ar instalados. Segundo os dados do IEA, em 2018 são cerca de 27 milhões de aparelhos, mas em 2050, serão em torno de 165 milhões de unidades operantes.

Leia também: Tarifa de energia elétrica (kwh) – valores e ranking das principais cidades do Brasil

A China deve crescer muito

Entretanto, a China ainda é o maior representante desse consumo. A pesquisa aponta o país com 608 milhões de unidades ativas hoje, em 2018, mas faz uma previsão de que serão 1,4 bilhão de aparelhos funcionando no território chinês em 2050.

A compilação completa de dados do IEA pode ser conferida aqui, em inglês.

Redação do Portal WebArCondicionado.