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Ar-condicionado e o sono excessivo no trabalho

  • 19 de março de 2013
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Ar-condicionado e o sono excessivo no trabalhoPara quem trabalha em escritório, fica difícil imaginar passar pela rotina diária sem o aparelho de ar condicionado. Sobretudo no verão, quando o calor atrapalha o sono e consequentemente o rendimento. Porém, quando usado em excesso, ele também pode prejudicar a disposição e causar cansaço.

Mas como o ar-condicionado é responsável por este problema? Enquanto trabalha para refrigerar o ambiente, o aparelho libera uma certa quantia de dióxido de carbono (CO2) dentro do ambiente climatizado. Além dos condicionadores de ar, outra fonte responsável pela emissão dessa substância é a própria respiração. O corpo humano ingere O2 e libera CO2 naturalmente, sendo que esta parcela pode ser superior à originada pelo sistema de climatização. Quando não ocorre a renovação do ar, este gás tende a ficar no local, criando aquela sensação de sono excessivo, além de afetar a capacidade de concentração e dificultar a tomada de decisões com clareza.

Concentração do CO2
Ar-condicionado e o sono excessivo no trabalhoA partir de um estudo realizado em novembro de 2012, feito pela State University of New York, em parceria com a University of Califórnia foi contatado esta teoria. Utilizando 24 voluntários, a pesquisa propunha a realização de tarefas que envolviam concentração. Cada atividade foi feita em um ambiente diferente. Um deles possuía a concentração de CO2 de 600 partes por milhão (ppm), sendo que no outro era de 1000 ppm e na última era de 2500 ppm. Foi constatado que, nas salas com maior concentração de CO2, os voluntários tiveram mais dificuldade para realizar as atividades por estarem cansados.

A concentração de dióxido de carbono pode ser de duas á oito vezes mais alta em ambientes fechados (que pode chegar a 1000 ppm) do que nos locais abertos (aproximadamente 380 ppm). Nas salas de aula, a concentração de CO2 é ainda maior, podendo atingir a 3000 ppm.

Conseqüências
Ar-condicionado e o sono excessivo no trabalhoMas a emissão de CO2 nas salas pode trazer outros problemas para os freqüentadores do ambiente. Uma pesquisa publicada no Caderno de Saúde Pública de São Paulo acompanhou 796 funcionários que trabalhavam em edifícios com sistema de climatização e 204 que trabalhavam em locais com circulação natural de ar. Concluiu-se que o primeiro grupo apresentava sintomas como fraqueza, dor de cabeça, fadiga e enjôo, além de sintomas relacionados à irritação da membrana mucosa, como irritação ocular, nasal e da garganta.

Soluções
Para diminuir o cansaço e demais sintomas, é importante conservar a qualidade do ar, conforme o previsto na norma brasileira 16401. Além de manter os aparelhos de ar-condicionado limpos e higienizados, é fundamental que o ambiente seja arejado, com circulação de ar. O ideal é desligar o aparelho por 30 ou 40 minutos ao dia e manter as janelas e portas abertas, neste momento. Assim, a concentração de dióxido de carbono diminui. O uso de umidificadores também pode contribuir. Ao manter a umidade do ar adequada, as conseqüências do CO2 acabam sendo amenizadas. Colocar plantas nestes ambientes fechados também é uma alternativa para diminuição do CO2.

Texto criado exclusivamente pelo setor de jornalismo do Portal Web Ar Condicionado. Com informações de Refrigeração.

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