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Alunos que irrigam plantas com água do ar-condicionado serão premiados em São Paulo

  • 08 de dezembro de 2015
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Do aparelho de ar-condicionado, a água canalizada em borracha e garrafas pet goteja sobre plantas na pequena horta. Foi com essa prática que um grupo de alunos da Escola Estadual Murilo Braga, na Capital de Rondônia, conquistou o prêmio do projeto “Ar refrigerado e água, uma combinação que dá vida”, organizado pelo Instituto Alana. Concorreram outros 418 projetos de todo o Brasil.

Tudo começou quando o Ministério da Educação (MEC) enviou e-mail à direção da escola propondo participação no desafio criativo. A aceitação foi imediata, e no dia seguinte, grupos de alunos entraram em campo para identificar problemas socioambientais na escola e na cidade. “Logo notamos o desperdício de água no ar-condicionado, fizemos considerações e entendemos que ficaria simples usá-lo para irrigação”, explica Marcos Vinícius Castilho, 11 anos, estudante envolvido no projeto.

Acionado o coletor feito com garrafa vazia de amaciante de roupas, o canal conduz a água até o jardim. Perto dele florescem bem gotejados, boldo, cheiro verde, capim santo, hortelã, milho, pimenta e quiabo. Brevemente, a sala dos professores da escola será abastecida com chás desse canteiro.

Funcionamento
Embora esteja em fase de aperfeiçoamento, já se sabe que até o início de 2016 a torneira será acionada automaticamente. Um pêndulo no depósito d’água indica o volume e a torneira com três pontos faz gotejar. Uma das centrais de ar da marca LG de 24.000 BTUs desperdiçava 4 litros e 600 mililitros. Na captação dessa água em baldes, eles constataram que o sistema de garrafas pets resultou em 1 litro e 23 ml/hora.

Marcos Vinícius, Jaíra de Paula Lima, 15, Camila Gomes, 11, e Emilly Kalki, 11, investiram apenas R$ 25 nesse projeto. Os aparelhos de ar ficam ligados nos períodos da manhã e da tarde. “Foi necessário apenas comprar arame, torneirinhas, presilhas, mangueira e veda-rosca”, conta a acadêmica Erika Alves da Silva, 27, do Programa de Iniciação à Docência na Universidade Federal de Rondônia (Unir). Ela faz parte do grupo de 14 acadêmicos divididos em grupos que supervisionam as ações escolares.

Premiações
A equipe premiada conhecerá trechos da Mata Atlântica e visitará alguns pontos históricos. “É um momento singular para essas crianças. Quatro delas nunca saíram de Porto Velho para outros estados, e em São Paulo vão obter conhecimentos e conversar com professores e alunos de outras escolas brasileiras”, comenta Carmen Andrade, professora dos alunos.

O prêmio rendeu também ao grupo uma participação no calendário dos “Rios voadores” de 2016, que será distribuído pela Secretaria Estadual de Educação de Rondônia e em diversas escolas brasileiras. O Projeto Rios Voadores, criado pelo aviador ambientalista Gérard Moss, promove a pesquisa do vapor de água amazônico, divulgando o seu papel no regime de chuvas em outras regiões brasileiras.

Redação do Portal WebArCondicionado. Com informações de Folha Nobre.