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Aeroportos reforçam estratégias para reduzir consumo de energia e água e o ar-condicionado está na lista

  • 14 de abril de 2016
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Monitoramento de ar condicionado, troca de lâmpadas fluorescentes por LED, utilização de poço artesiano e ajustes no sistema regulador de corrente de energia são alguns dos métodos que estão sendo colocados em prática em aeroportos da Rede Infraero, na região Sudeste, a fim de reduzir o consumo de energia e água. Os reflexos já são expressivos em alguns lugares.

O Aeroporto de Uberlândia, localizado no Triângulo Mineiro, está empenhado em trabalhar pela redução desses componentes. Foi instalado sistema automatizado de controle dos aparelhos de ar condicionado para funcionamento de acordo com o horário de maior número de passageiros. Também foi criada comissão para estudar alternativas de reutilização de água da chuva para os sanitários do terminal de passageiros e utilização de aquecedor solar na Seção de Combate a Incêndio (SCI).

Mas para falar em números, o Aeroporto de Montes Claros (MG), por exemplo, já registrou uma redução de 23,8% no consumo de energia elétrica e de 62% de água no primeiro trimestre de 2016 em comparação com os três primeiros meses do ano passado. Foram substituídas 96 lâmpadas fluorescentes por 54 LED no saguão de embarque, na sala de desembarque, na fachada principal do terminal, além de duas torres do pátio. Ainda deve haver trocas em outras áreas, como salas de operações e de embarque, outra torre do pátio, sala de navegação aérea e o estacionamento privativo.

Já a reativação de um poço artesiano foi ainda mais impactante, garantindo uma redução significativa de 62% em energia e de 58% em água. O superintendente do aeroporto, Aguinaldo Gomes de Souza, explica que esses ajustes foram fundamentais para colocar em prática a ideia. “São medidas relativamente simples que não apenas resultam na economia, mas na disseminação do conceito de consumo consciente”, afirma. A meta para 2016 é reduzir em 30% o valor da conta de energia elétrica, percentual hoje em 17%.

Economia em crescimento nos aeroportos
A troca de lâmpadas também gerou resultados positivos no Aeroporto Carlos Prates, em Belo Horizonte (MG). Na ação, mais de 100 fluorescentes foram substituídas por LED. Somente no primeiro bimestre deste ano, a economia chegou a 11,33 % no consumo de energia elétrica em comparação com os dois primeiros meses de 2015.

No caso do Aeroporto da Pampulha, também na capital mineira, a partir de janeiro de 2015 já foi contabilizada uma diminuição de 40% da carga instalada dos sistemas de iluminação. Luminárias LED estão sendo utilizadas em todo o balizamento das taxiways, nas salas de embarque e de desembarque. Áreas administrativas também foram adaptadas com essa tecnologia.

Será que essas medidas chegarão aos outros aeroportos do Brasil?

Redação do Portal WebArCondicionado

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